domingo, 29 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

novo acordo ortográfico????


Hoje, a malta foi à garage do bunker esfumaçar o seu cigarrão e reparou numa caixa com várias coisas escritas:


PC's

Cabos Iléricos

CPU

Impreçoras

Ratos

Munitores


E pergunto eu.. será que fizeram um novo acordo ortográfico nas última semana???? a língua portuguesa está tão viva que muda de segundo em segundo!!!! acho melhor fazerem mais um novo acordo ortográfico, assim de repentemente AMANHÃ... NÃO? Ai, Iléricos... adorei!!!!!!!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Camping?!


Last sexta-feira a malta foi até à party free de reggae on the beach na Costa del Caricas mais a Miss Daisy, amiga de Hong-Kong, amiga de Amesterdam, amiga Low-Profile e mais uns friends. A nôte estava lindia… ahhhh e a lua que a amiga de Hong-Kong nos chamou à atenção? Estava divinal!!!!(espero que tenham olhado para o céu de sexta à nôte).

Na festa free on the beach, a faixa de rodagem do povo era a dos moranguitos com açúcar e a Miss Daisy lá fez a descoberta abismal que os homens (especialmente os que têm escrito “MINI” na t-shirt), vão aos pares ao WC, foi a loucura total às 3 da matina, o auge da party.

Lá saímos cedo, pelas 4 da matina, porque tínhamos de ir montar a vivenda no Camping mais próximo de Meca. Ai e tal chegar, ai e tal conversar com o gaijo da porta (que era um melga do catano) e ir montar a vivenda.

A Miss Daisy já tinha tudo estruturado (ninguém apanha a moça na curva) saca do saco e lança-o no ar. Quando aquilo cai no chão, temos uma vivenda "germinada" (sem germes, espero que tenham percebido o trocadilho), com jardim (já com rosas e daisys incorporadas) e garage, isto tudo no Camping em 5/7 minutos. Adormecemos ao som das ondas do mar. Divinal ;)

Lá “acordemos” com as galinhas às 10.30 da matina com uma Mãe aos gritos “Tiaaaaaaaago sai do sollllllllllll”, a vizinha a discutir com o marido e a menina a ir de roube para o balneári. A malta já não fazia Camping desde a adolescência e tudo pareceu de outro mundo para a "je" e para a Miss Daisy.

Lá nos “levantemos” e fomos a correr queimar tudi e tudi e tudi. Mais tarde por la nôte, esperar pela amiga de Hong-Kong e pela amiga de Amesterdam para a Party free on the Beach de Meca. Party linda, ao som de músicas de outros tempos e de músicas de outros tempos. Não tivemos o "all abord", mas tivemos “where’s the sunshine”, entre outras. Muitos bifes e bifas aos pulos e nós também.

Ficamos tristes pois a amiga de Hong-kong e amiga de Amesterdam não quiseram pernoitar na vivenda mai linda do Camping.

O dia seguinte começou cedo e a Miss Daisy tentou que eu entrasse no espírito do Camping e já gritava do fim da rua… “Jiminy trás a águaaaaaaaa”. Sair a correr do parque e ir queimar tudi e tudi e tudi de novo. Recebemos a visita do nosso pequeno T. e lá raquetamos e eu descobri que os Frisbees não têm barbatanas nem nadam… bah!

O amigo T. levou as amigas a jantar mais ao menos ali onde os gaijos têm mexilhões incorporados. E trouxe moi-meme de volta (ainda estou para saber porque não me deixou ele pendurada na ponte depois de ter deitado o Frisbee dele ao mar), é um moço simpático o pequeno T.

E digam lá que não é bom descobrir coisas boas como Partys free on the beach à sexta e ao sábado, lots of sun, queimar tudi e tudi e tudi e coisas perdidas na nossa memória como o Camping ;)

(Late) Sunday Flowers

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Telegrama: Pra lá de Meca!


1 - Fim de semana em viagem, aqui pertinho, que a malta ainda não recebeu. STOP

2 - Encontro antes da hora da Cinderela, ao Km zero da Ponte. STOP
2.1 - Para quem não percebeu é no meio da ponte, mas Ai de alguém que se atire! STOP

3 - Free Party Reggae Beat ali mais a sul El Costa Del Caricas. STOP

4 - Miss Daisy, Jiminy e o Favaios at Final Destination - Meca. FULL STOP

P.S - Requirements: torrar tudo, tudinho, botar protector solar e fio dental...

Over and Out.

condicionamentos...


Perante um estímulo acontece uma resposta. Numa sequência de estimulo/ resposta acontece um reflexo que tem como objectivo manter o bom funcionamento do ser humano (é que os reflexos que são condicionados formam novas conexões sinápticas, inicialmente temporárias e a seguir duradouras, pois são reflexos "aprendidos" e podem ser excitadores ou inibidores). Ou seja, activamos os pipinhos.

Encontramos reflexos em todos os sistemas: nervoso, endócrino, muscular, respiratório, digestivo, reprodutivo e até mesmo nas respostas emocionais reflexas. Ok, esta é uma boa explicação para melhor entenderem de como um ser humano pode ser condicionado através de um estimulo. Este estímulo pode ser dado por outro ou pelo próprio.

Contudo, não pretendo divagar sobre comportamentos nem estímulos nem condicionamentos, gostava de dividir convosco a música.

Como gaija atenta que sou do meu “eu” dou por mim a ser “controlada” por musica, este estimulo tão especial que faço questão de dar a mim mesma, neste caso especial foi-me dado por alguém.

Claro que é um condicionante agradável, dependendo do contexto da coisa é claro. Quase de certeza que uma musica vos faz lembrar alguém que vos deixou, alguém que amaram, algum momento feliz ou algum momento menos bom. A isto se chama condicionamento.

Após esta conversa toda era só para dividir com vocês que nunca pensei que uma musica me fizesse lembrar alguém que não conheço. Estranho não é? Mas esse alguém estava rodeado de palavras e de música. Sempre o li com prazer ao som das melodias que deixava. As suas palavras sempre estiveram associadas a uma melodia.

Este alguém nunca esteve e nunca estará presente na minha vida e quando me cruzo com uma das músicas que me são familiares revejo palavras que li e o sentido que para mim faziam, esboço sorrisos pelas melodias e penso… Estranho associar melodias a alguém que não se conhece.

A mente tem contornos estranhos???… Não. Tem estímulos, condicionamentos, relexos e uma catrefada de coisas!!! E para sempre esse alguém irá ficar gravado em mim naquelas melodias ;)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Coisas úteis como Torniquetes!

Caríssimos e Ilustres Leitores:

Começo por me desculpar pelo afastamento disfarçado daqui do nosso super Galhunço.

No entanto, muitos destes ditos têm sido plantados no meu rico Quintal e eu lá me tenho debatido – por entre corta-relvas, Katanas, debulhadoras, ceifas e afins, qual Amazónia!! – e de tudo tenho feito para dar cabo destes espécimes!

Desculpas aceites, pelo que avancemos para o tema de hoje: Os Torniquetes.

Miss Daisy, moça cheia de vida, com formigueiro no corpo que adora o simples facto de mexer as carnes, fervilhar, comunicar, agir, puxar pelo pipinho e fazer coisas, no fundo, coisas úteis!!! Dá-se agora conta de que não suporta a submissão a que foi obrigada pela actual conjuntura sócio-ecónomico-laboral-e-política dos jovens com pipinhos. Pipinhos, basta.

E venho aqui e agora relatar-vos de que modo os meus estão activos.

Imaginem um cubículo de sensivelmente 10 m2 com duas janelas, sendo que uma não se pode abrir, porque há demasiado barulho lá fora, e outra não abre mesmo porque é uma daquelas exactaqual com as das repartições públicas, com um orifício que barra a propagação do som.

Prepararem-se porque não é fácil acompanhar tal ritmo de trabalho:

Miss Daisy com o seu super sorriso (seja de manhã, á tarde ou à noite, ele apenas decresce na veracidade do sentimento): Bom dia! Não se importa de passar o cartão no torniquete, por favor? …. Ao contrário!!! Obrigada!

Do Outro Lado da Janela com Orifício:
uuuhhh?? Careta que significa “O quê?” Tá bem, tá!

Miss Daisy, daí a duas horas: Bom dia!! Não se importa de entrar pelo torniquete de Entrada??

Do Outro Lado da Janela com Orifício: Mas porquê?? Eu nem, toquei no torniquete!! E a sua colega deixa-me passar por aqui!!!!!

Miss Daisy, mantendo o seu sorriso, pondo em prática as horas de Formação Comportamental que deu: Pois, compreendo, mas existe um torniquete de entrada que, caso não abra ou necessite de entrar pela segunda vez, basta fazer-me um sinal (verbalizar também ajuda) que eu abro!

And so on… and so on….

Passam-se 7 horas.
Nada mais tenho a contar a não ser replicações. Wanna hear it?! Naaaaaaahhhhhhh!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Mind the Gap...


A malta foi Tia-Avó neste fim-de-semana (eh pá! Parece estranho mas o sobrinho mai velho já tem os seus 23 anitos). Tó-day, lá fui visitar o people, ver a criança e matar saudades do sobrinho mai novo.

Há quem sinta o Gap geracional, eu raramente o senti em relação aos miúdos. Ou seja, Quando era criança senti (sim! A vossa amiga cricket além de rodas baixas já foi um cadinho mai piquena) em relação ao Papai. Quanto às gerações que estão um “cadinho” antes da minha, não o sinto.

Beim, explicações à parte, era para dividir convosco este meu grande momento com o sobrinho mai novo. O sobrinho veio todo contente apresentar-me uma banda nova que adora, os Tara Perdida. Azar o dele, a tia conhece (não é muito fã, mas conhece) depois passamos para a outra banda, o sobrinho adora os Silence 4.

Sobrinho: Ai e tal, tia são o melhor. Ai e tal não existe melhor. Ai e tal, a musica little respect é o melhor!!!!
Eu: sabias que o original é de uma banda do tempo em que a tia tinha a tua idade?
Sobrinho: seriooooooo?
Eu: Sim, vamos ver, são os Erasure.

Colocamos no youtube e o sobrinho fica de boca aberta!!!!!

Sobrinho: Tia, tãoooooooooooo gayssssss!!!!!
Eu:…. Achas?
Sobrinho; yap!
Eu: Então: vamos ver outras bandas do tempo da tia, ok?
Sobrinho: boraaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Eu: olha, vamos ver os Classix Noveaux.
Sobrinho: Tiaaaaaaaa, tão gaysssssss!!!!!!!!!!
Eu: Mas dá para veres onde o Marilyn Maison foi beber?
Sobrinho: yap!

Lá expliquei ao miúdo que existia em Lisboa um place chamado Gartejo (actualmente dividido em restaurante e a discoteca Garage) onde a tia ia ver a maioria das bandas sem pagar qualquer bilhete. O que deixou o miúdo admirado por haver um sitio com tal andamento. Hoje em dia temos de ir a concertos ao vivo para ver as bandas que gostamos. (estou a imaginar a Amy Casa dos Vinhos a actuar bêbeda e heroinizada na Gartejo, tinha levado com uma garrafa de Mine na tola).

Continuamos pela música de outros tempos. Lá vimos os Duran-Duran, Spandau Ballet e para não falar nos nossos Heróis do Mar. Depois saltamos para o Rock. E entre Deff Lepard, Van Hallen, D-A-D, Cult, e mais alguns paramos nos AC-DC.

Sobrinho: uau tia, curte só este sommmmmm.
Eu: A tia já o curtiu muito esse som ;)
Sobrinho: Tia, olha bem como ele toca a guitarra, que máximooooooo, gostava de tocar assim!!!
Eu: treina sobrinho e um dia tocarás guitarra como ele.

O miúdo ficou encantado com todas as bandas e com tanta música desconhecida, e boa, que lhe entrava pelos ouvidos. E eu ficava ali eternamente a saborear aqueles momentos em que um miúdo não se importa de dividir coisas de outro tempo, pelo prazer de ouvir música. Claro que a tia também não se importa de dividir as músicas que ele apresenta.

Depois deste momento, abraços e beijos, paródia e brincar imenso. Jogar à bola na cozinha e deixar a minha cunhada de cabelos em pé.

Isto para explicar que não sinto o Gap geracional. Todos os miúdos e miúdas têm o seu ataque de criançolas (até os adultos têm), mas passam por mim miúdos e miúdas excepcionais, ou que são bem maduros para a idade.

Contudo, será que a minha inner child se aproxima da deles nestes momentos? É que eu ainda não percebi qual o mal de jogar à bola na cozinha?????? E o sobrinho também não!!!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Dicas


Após três anos e meio em conversas com gaijas, que os gaijos dificilmente falam destas coisas com gaijas (a não ser que uma gaija questione), dei por mim a verificar pontos comuns em certas relações e no mundo actual as relações são o que são. Ou seja, não são. As coisas andam um pouco estranhas.

O post de hoje são apenas dicas para relações que não são relações. Mesmo dentro das não relações, existem mínimos. Note-se que não são leis nem regras, são apenas dicas?

1ª Dica:
Caso a família, após o teu divórcio, te chateia porque há dois anos que não tens ninguém na tua vida (e o primo macho latino manda a boca do tipo “deves ser gay”) nunca, repito NUNCA, apresentes a tua amiga colorida só por uma questão de ninguém te chatear a pinha. À família só se apresenta quem divide contas bancárias connosco e, e, e…

2ª Dica:
Se tens uma assessora de qualidade sexual nunca envieis à moça mensagens do tipo “ia ao fim-do-mundo buscar o sol por ti”. Só vais varalhar a moça.

3ª Dica:
Quando és romântico nunca digas a uma gaija que só estás interessado em refeições na horizontal com ela. O pipinho da moça vai varalhar (e o teu também).

4ª Dica:
Se tens namorada refere com todas as letras que a tens. Só entra em jantares ou almoços na horizontal quem quer. Quem não sabe e fica a saber sem mai nem ontem, fica varalhado do neurónio.

5º Dica:
Quando o jogo é posto na mesa e as refeições ficam delineadas. Caso não gostes da refeição à primeira (na maioria das vezes, a primeira refeição é estranha, mas há quem não vá à segunda), não lhe digas (tem coisas que não se diz ao outro) mas não a deixes pendurada à tua espera. Podes sempre dizer: estou ocupado. Ela passa a perceber, mas não invalida que não fique enfaralhada do pipinho (mas passa).

6ª Dica:
Quando se tem uma assessora de qualidade sexual e a coisa foi delineada à partida como tal, pode-se deixar a moça tomar banho lá em casa, socializar e conversar. Quem troca fluidos pode muito bem dividir o WC. Esta pode ser executada sem medos.

7º Dica
Nunca, mas NUNCA, digas a uma gaija “és boa como o milho”, “tens um rabo do melhor”, “boazuda” pois este tipo de linguagem não se coaduna com advogados, economistas, sociólogos, médicos & so on. Caso trabalhes nas obras não cai tão mal.

8º Dica
Sendo tu engenheiro ou uma das profissões referidas na 7ª dica, nunca, mas NUNCA, coces os teus ditos cujos em frente à moça, quer ela seja amiga colorida ou assessora de qualidade sexual, fica-te muito mal.

9ª Dica:
Caso acabes a refeição na horizontal com a tua assessora de qualidade sexual, não saias de casa da moça a correr. Não te fica nada bem. Segundo a regra da boa educação, após uma refeição socializa-se com o anfitrião. Não se abandona quem abriu a porta dos seus domínios para te receber.

10ª Dica:
Se te apetecer ter não relações, sem qualquer tipo de sentimento, mas também não sabes bem o que queres, conta os azulejos lá de casa quando tomas duche. É bem melhor e não enfaralhas os teus pipinhos nem o dos outros.

Esplaneiting!

Estava eu num destes dias esplaneiting e lendo o meu livrinho, que me faz esboçar sorrisos maliciosos de tanta “maroteira” (como diria a amiga C.) quando olho, tenho um projecto de homem, do meu lado direito, a olhar para mim.

E eu a pensar… Mau!!! Que se passa aqui?

O moçoilo tinha um cabelo acobreado, olhos verdes grandões e não parava de me fitar. Olhei para ele, sorri e perguntei.

Eu: Olá borracho, como te chamas?
Ele: Tchiogo!
Eu: ahhh Diogo, tens um nome bem bonito.

Levantei a cabeça e procurei os parentes do moçoilo. Na mesa em frente à minha estava a companhia do Diogo. Um Pai babado que me acenou para saber que o moçoilo era seu, a quem sorri… Bem, sorri é pouco, mostrei o dentinho todo. Com um Pai daqueles eu matava a Mãe.

O piqueno subiu para a cadeira que estava ao meu lado, ficou de joelhos e colocou as mãos no rosto e continuou a fitar-me. E eu só pensava… tão pequeno e já tão curioso. Continuei a sorrir e tentei colocar o piqueno (ou eu mesma) mais à vontade. E questionei:

Eu: Então Diogo, quantos anos tens?
Tchiogo: quatro (e colocou os dedos no ar para eu perceber que ele sabia quantos eram quatro)
Eu: e já andas na escola?
Tchiogo: Num, mas estou quase! Já xei umas letas e xei contar até dez, e, e, e já xei as cores!
Eu: eh lá!!! Isso tudo?
Tchiogo: xim!

E só pensava… eh pa! Nós temos sempre as mesmas conversas com os putos, conversas de cá-cá-rá-cá… Também não lhe posso perguntar o que ele pensa do nosso primeiro a fumar ervinhas aromáticas no avião que ele não me deve saber responder. Talvez falar sobre o preço dos combustíveis, e qui ça de uma “desgraceira” qualquer tão típica dos telejornais… hummmm, melhor não! Melhor voltar ao básico…

Por vezes olhava para o Pai da criança, tentava não salivar, nem dar nas vistas, sorria apenas. O homem era mesmo uma grande pausa! Um Diogo lindo em ponto grande. E continuei o meu percurso.

Eu: queres um cadinho do meu pastel de nata?
Tchiogo: xim.

Lá dividi o meu chá e o meu pastel de nata com o Diogo e continuamos a amena cavaqueira.

Eu: então e já tens namorada?
Tchiogo: Não. (com ar tristonho)
Eu: ahhh não? e queres namorar comigo?
Tchiogo: Eu gutava, goto dos teus zoios e do teu dadiz e de quando ris.
Eu: então podemos namorar os dois que achas?

Tchiogo: num xei, eu vai perguntar ao Pai (e saiu disparado para perguntar ao Pai)

O pai escangalhou-se a rir e lá lhe respondeu. O moçoilo voltou...

Tchiogo: olha o Pai diz que posso (e deu um sorriso aberto e com um brilhozinho nos olhos)
Eu: então ainda bem, podemos continuar o nosso lanche!
Tchiogo: Tábemxi, mas oia os namulados num dão bejus?
Eu: dão! (ai o catano! Tu queres ver que o puto se está a esticar?)
Tchiogo: então num podemos namulá!
Eu: Não?
Tchiogo: Não puque se eu num estiver na cadeira tu és muito gandi para eu, não conxigo dar beiju a tu!!! (semblante triste)
Eu: Oh Diogo, não te preocupes com isso, não chegas tu mas chego eu. E havemos de nos entender, beijinhos a malta consegue dar sempre. E dei-lhe um beijo no rosto.

Entretanto chega a Mãe. Por muito que pensem, não! não era uma matrafona nem uma horripilante senhora, era só um avião (como os moçoilos costumam chamar). Mas só! Porque a simpatia não era o seu forte.

O Diogo lá lhe foi comunicar que tinha namorada nova e quando voltou não estava muito alegre, voltou tristonho, a Mãe do crianço com umas trombas descomunais e o Pai continuava a sorrir e eu a sorrir também. Adoro quando elas trepam pelas paredes por coisas de nada!

Tchiogo: A Mãe disse a eu que tu és véia pa eu!
Eu: Hummm, mas tu gostas de mim?
Tchiogo: Goto muito.
Eu: Então se gostas a gente namora à mesma, combinado?
Tchiogo: mas a mãe não gota!
Eu: e tu gostas?
Tchiogo: Eu gota mas a Mãe….

Ai o catano! Eles e as Mães!!!! Tão pequenino e a Mãe já decide com quem ele namora, Depois “ai e tal, não sou agarrado às saias da Mãe” E estas Mães que insistem em botar galhunços nas cabeças das crianças! Depois eles crescem e está tudo mal gravado!!!! Bahhhhh

domingo, 15 de junho de 2008

sábado, 14 de junho de 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Santos?


Ai o Santo António. Lindio!!!

A malta nem gosta de comemorar os santos nem gosta de muitas confusões, mas este ano tinha de ser e combinamos todas ir aos Saints. Eu, Miss Daisy a amiga de Hong-Kong, a amiga de Amesterdam, a amiga do Soho e a amiga Low-Profile. O amigo de Amesterdam é um baldas e não quis ir. Está perdoado.

E lá “passiemos” todas por entre as ruas ao som de muito cheiro a sardines e bailarico e bebericando o chá de favaios que a nossa Miss Daisy tão prontamente levou. A amiga do Soho tinha avisado que o último metro de regresso para a PSA era às 2.05 da matina por isso tínhamos tempo. A amiga de Hong-Kong lá jantou e teve de ir, pois hoje não é feriado em Hong-Kong. A amiga de Amesterdam foi com ela, pois Amesterdam é mesmo já ali ao lado de Hong-Kong.

Lá fomos ver a filha mais velha passeando pela brasileira com uns amigos e siga até onde o gigante vislumbra o rio. A noite estava calma e super boa, ponderamos ir Kubar mas estava fora de questão. A amiga do Soho lá se lembrou “ai e tal o metro” e lá voltamos de regresso a casa, masssssssss… há sempre um mas, eis que quando chegamos ao Grand Champ um moçoilo barrava a nossa passagem e referiu “ai e tal metro para a PSA off, caput, acabou, finito” e a amiga do Soho indiganada referiu “como? Quem? Onde? Como? Porquê?”

O piqueno lá nos disse que não tinha a culpa mas éramos livres para reclamar, esta foi a deixa para mim, ao que respondi, livro de reclamations, please. E la “reclamemos”, eu e mais outra moçoila. Então admite-se???? A cosmopolita PSA ficar sem transporte a meio da nôte do Santo????

Ok. Lá “reclamemos” e toca de saber como viríamos os últimos 3 quilómetros para casa “ai e tal, apanhe o serviço nocturno dos Tó-carros” e a malta lá foi apanhar o Tó (que não é o nosso amigo que chegou de Saragoza que andava divertido numa festinha ali para os lados do Chapitô, o porco!!!!).

E eu e a miga do Soho chegamos à “parage” do Tó, e esta foi a conversa:


Eu: Eh pá! Não esta aqui o horário do nosso Tó, não lo veijilio

Amiga do Soho: Nem eu

Senhora Loira: Vão para onde?

Eu: PSA

Senhora de cabelos brancos: Ai meu Deus, Jasus, Cruzes, duas moçoilas sozinhas indo por um descampado, vomecesis apanhem o tachi.

Eu: Não vejo qual o problema, somos duas e o caminho até ao carro é curto.

Senhora de cabelo branco: Oiça o que lhe digo que tenho mais brancas que a menina!

Eu: Eu tenho tantas brancas como a senhora, a diferença é que as pinto.


Trocou os olhos, fez silêncio, engasgou e ripostou…


Senhora dos cabelos brancos: Mais vale brancas que uma doença ruim!

Eu… (cala-te jiminy, please cala-te) e olhei para a senhora loira, como quem pede auxilio

Senhora loira: se aquilo que lhe vai a passar pela sua cabeça, passasse pela cabeça de milhões de pessoas era um desastre.

E eu a pensar…. Eh Pá! que é isto?????? O que se está a passar pela minha cabeça????? De certeza não é o que estás a pensar!!!!!! (tirem-me daqui?!?!?!?) Olhei com cara de pânico para a amiga do Soho que se escangalhou a rir e pensei ela “capitou”. Chega o Tó entramos e questiono:

Eu: “capitastis”?

Amiga do Soho: Nada, nem de um lado nem do outro, não percebi nada da conversa!!

Lá fizemos uns cigarros para o caminho e depois de sair do Tó comecei a ouvir Shlac, shlac, shlac… olhei para a sandaloca e estava descolada e amiga do Soho só se ria… Noite de Saints como esta, nunca tive uma igual!!!!! Ninguém merece ficar sem transporte por uns míseros quilómetros, reclamar, ter uma conversa de loucos seguida de um shlac, shlac, shlac numa noite tão festiva!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Bonjour!

Minha Jiminy, moça mais que antecipada, nem deixa a costela fritar que logo, logo bota posts como quem pisca os oiios!

Foi mesmo assim como ela contou, muito croquete e pouco Cirque do Soleil! A malta lá tenta contagiar com o "Muves ur Xixas", mas a lanzeira da areia faz pressão, sucção, não sei mas acho que tem super glue e o povo doesn't muves at all!!

Só não cumpri com a mariscada boa e barata ali pós lados de Mayotte, mas ela não sai de lá e está para breve! Prometo! Deixem-me só fazer mais um bocadinho de suspense!! ;)


Entretanto, há mais partys frees também, ou não fossem os Santos Populares in the middle of the street; há mais um feriado (embora a Je vá trabulir) e sábado a praia diz que me chama! Gosto, oh se gosto!!

Hoje é mais um dia daqueles que a gente sabe e custou como o raio saltar da cama com um triplo mortal encarpado!!

Ossos do ofício!

terça-feira, 10 de junho de 2008

é beraum...


A malta ontê jantou com a Miss Daisy e siga para a Party free nas Comores mais o amigo Dui, irmãos Low Profile e mais amigos que se “ajuntaram” a nós, para aí uns 30 mil?

O som estava the best entre as dez e a meia note e lá conjecturamos o plano diabólico de partir os dedinhos ao gaijo e colocar o Best Jijei of the World que não passa o “all aboard”. Eis que chega a meia note e o sonzinho fixe parou e entra o mais desejado pelos 30 mil (será mais?). ok, o gaijo que estava do lado direito (do desejado) era fenomenalmente grande, qual armário, e grunhia uns sons parecidos com o “all aboard”. Era um gaijo que tinha montanhas de dóvidas e acabava sempre por ter the same question que os 30 mil lá respondiam, menos nós.

Claro, que a festa para nós acabou lá pela uma da matina porque hoje era dia de praiar ali para os lados onde a Ulisses deixou o cavalo.

A malta levanta cedo e lá vai ter com a amiga de Hong-Kong ali no segundo terminal de Madagáscar. E lá fomos. Felizes e contentes na expectativa de um dia especial. Eles passearem muito, pularem imenso, jogarem raquetis, lerem e dormirem… e eu vilios ;)

Ok, a malta e a Miss Daisy fez o belo do passeio matinal, por volta das três da tarde, até quase ao Campo Grande (que fica do outro lado de onde Ulisses deixou o cavalo) e voltou, esturricou e esturricou.

Claro que a tarde foi calma, a maioria de nós dormiu a sesta, mas eis que a Miss Daisy abre o olhinho e lá voltamos para o croquete na areia, as raquetis e o circo du soleil à mistura ;)

Eu e a amiga de Hong-kong, cansadíssimas de tanto nos movimentarmos, somos moçoilas que adoramos o exercício do ficar quietas. Como não tinhamos uns Daiquiris nem uns Manhattan à mão, lá decidimos regressar a casa. Ai, a falta que todos sentimos da amiga de Amestredam (ex Puket) e da amiga do Soho.

E cá estou de volta, qual lagosta bem suada, os camarões já fritaram demais, e com vontade que chegue quinta por la noche onde a indecisão é grande, ou Santos Populares ou Kubo (que abre no dia do santinho popular) pode?

Verão é Verão… e como é bom!!!!!!!!!

domingo, 8 de junho de 2008

drinks by the pool!


Ontê, A malta estava com a sua nova amiga cá em casa (a virosis). Não me apetecia mexer um dedão, mas estava fora de questão não ir ver o Best Jijei in the World e ouvir o seu sonzinho.

Eis que após 16 horas de ssssssssssssono, a malta se livrou da amiga, e siga para ver a selecção actuar após umas caipirinhas feitas pela amiga do Soho. Como todos sabem, ou não! pelo menos os amigos descobriram que enquanto a bela da Jiminy vê a bela da Selecção a dita cuja não ganha. Lá me expulsaram da bela toca !ai e tal, vai ali fumar uns cigarros” e lá ganhamos… simple as that… se perdermos a gaita do europeu a culpa não é minha, não faço questão de ver jogos da bola, muito menos mal jogados.

Ok, siga para a night que ficava ali mais ao menos a seguir (xa ver onde?) sei que fizemos a A1, passamos a pointe para o outro lado, mais ou menos ali na zona dos toiros, e passando aquela recta (mais ou menos pra lá de Bagdad) lá ficava a bela da festa. Nem consigo encontrar nome para o local neste nosso mapa mundi,

É aquele local onde o pessoal vai sair à note depois de um belo casamento. Tudo de fatinho completo (eles todos de igual) e elas com vestiinhos com tule e folhinhos de verde alface ou qualquer cor berrante. Um máximo!

Ora lá esperamos e esperamos e esperamos que o Best Jijei in the World botasse música e quando chega a altura o pessoal vibra, o pessoal delira, o pessoal vai ao rubro e o resto dos locais a olhar sem perceberem o que se estava a passar. Ok foi um bom momento, o pessoal adorou aqueles 5/7 minutos de lusco fusco… lindio!!!!

Hoje, acordar tarde, piqueno divinal e siga por la pool em Mayotte. Torrar na beira da piscine enquanto se cavaqueava com a amiga de Hong-Kong e a amiga de Amesterdão e a Miss Daisy às voltas na piscine com o seu novo gaijo, verde florescente que perdia ar, e ninguém descobriu onde… lindio!!!!

E cá estamos de novo de volta a casa, outra vez queimadinhas que nem camarão frito na chapa com limão… e depois de um fim-de-semana divertido lá encontramos a amiga virosis instalada! Haja paciência, que esta gaija não quer sair cá de casa!

Amanhã é noite de Party free on the Beach, nas ilhas Comores, e mesmo que esta gaija da virosis me avorreça a pinha deixo a gaija em casa e vou!!! Bah!!!!

Sunday Flowers - John Legend

sábado, 7 de junho de 2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Corre o Boato!

Babes, Galhunço Team, friends de toda a parte do mundo, faitent attention, pay attention, que é como quem diz abram o ourilhometro!!!

Lanço publicamente o boato-mais-que-verdadeiro (qual tempo verbal mais-que-perfeito ou plus-que-parfait) de que o sol está aí, o quentinho começa a gurgitar e temos programinhas, leiam-se eventos de suma importância, que exigem a nossa presença!

- Tonite, at Mayotte Festival, um belíssimo concerto de hip-hop (nota importante; é free, grátis e à pala);

- Tomorrow, PSA ou Down Town espera-nos o importantíssimo Jogo do Europeu, com tudo a que temos direito: tainas, tinis, faviaios e os comes para ensopar os bebes;

E ainda neste dia, para quem quiser ir mais longe, anuncia-se que o Maior Jijei do mundo chegou directamente da Belinha Land e vai agitar as noites neste sábado, ali para os lados de .... de .... (Pedimos desculpa, mas ainda não actualizámos o mapa-mundi do Galhunço. Prometemos ser breves. Obrigada)

- Sunday, parece-nos que o melhor é fugir da confusão mental dos domingueiros (ou a nossa???) sendo que atirarmo-nos para a pool, em Mayotte, será a solução mais viável;

- Segunda (aquele dia que deveria ser banido do calendário, excepto quando é véspera de feriado) teremos mais um belíssimo concerto, desta feita, ali mais ao lado, nas Ilhas Comores, mesmo on the beach e grátis, free e á borla!

- Terça - FERIADO - não nos faltará a praia que encerra em si mesma o lúdico-pastoril (para mim disfarçado porque eu não páro quieta: é ela a rebolar na areia, é ela a jogar raquetis, é ela a mergulhar, é ela a saltar ao eixo, é ela a ler, blá, blá, blá, desde que alguém me acompanhe que sozinha não dá para brincar aos pikenos!!)

E para terminar em grande este conjunto de actividades super-hiper- estimulantes, sugiro uma magnífica mariscada (barata, baratinha e boa!!) ali perto de Mayotte!!!

Merecemos, não?! ;)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Barcelona


Na minha primeira viagem a Barcelona o objectivo foi fazer a rota de Gaudi. Na segunda visita à cidade, fiquei em casa do meu amigo F. (espanholito de Saragoça que mora ali na Calle Bailén) fui decidida a ir por menos dias e estar apenas por estar. Passear pela cidade, sentar-me numa esplanada qualquer ali no Passeo da Gracia e observar a cidade mover-se.

Esta viagem a Barcelona que vos vou contar não estava programada nem tão pouco tinha decidido o que fazer. Talvez uma mistura das duas viagens anteriores. Não sei!! Para mim, Barcelona foi feita para namorar, contudo nunca namorei nesta cidade, nunca aconteceu.

Estava a malta quieta e sossegada numa esplanada ali ao pé da Pedreira (no Passeo da Gracia, claro) de óculos de sol, torrando a testa e nariz, quando os vê. Dois moços altos passeando lado a lado e rindo. Achei-lhe logo piada, tinha um sorriso descomunal de franco. O moço aproximou-se de mim e pediu em espanhol se tirava uma foto aos dois amigos que estavam tão divertidos.

A malta, como qualquer bom português, percebe espanhol mas não fala. Recuso-me a fazer figuras tristes e falar Portunhol. Sem uma palavra, peguei na máquina e tirei uma foto aos dois. Agradeceu-me e sentou-se na minha mesa pedindo licença. O amigo ficou um pouco sem jeito e aproximou-se à cautela, não vá aqui a malta dar um estalo no outro e sobrar qualquer coisa para ele.

Ao mesmo tempo que se sentava perguntou-me de onde era, ao que respondi, e ele contente referiu em Português “Nós também”. O amigo sentiu-se à vontade para se juntar a nós, perguntou o que queríamos beber e foi ao café pedir.
O seu nome era J. e era de Artes. O moçoilo era uma pausa completa. Nos seus trinta e quatro anos, olhos pestanudos e cor de mel, de um mel claro que me perdia neles. A pele era dourada e os cabelos revoltos de um castanho claro. Não era o alto, loiro e lindo dos meus sonhos mas era simplesmente doce. Achei-o belo mas os meus pipinhos gritavam por sensual.

Cavaqueamos e constatei que eram do Porto. Decidido, convidou-me para fazer a rota de Gaudi com ele pois o amigo iria passear pelo Bairro da Gracia. Aceitei o convite e fui ver com o meu novo companheiro coisas que não tinha visto antes. Vi Gaudi pelos seus olhos e adorei, o homem sabia do que falava. Soube-me bem ouvir o seu tom de voz doce enquanto me explicava os feitos e desamores de Gaudi. O seu sentido de humor era delicioso, brincava com as palavras como ninguém, e os olhos brilhavam como criança irrequieta e traquina.

Tudo era perfeito, a cidade a arte e ele. Falava de si com uma facilidade imensa e não questionava. Apenas estava pelo prazer de estar. O ponto seguinte a visitar era o Parque Guell e quando avistávamos a cidade, puxou-me para perto dele e sussurrou ao meu ouvido “quero-te”. Roubou-me um beijo, mais que permitido, sufocante, louco e intenso, enquanto os meus dedos passeavam por entre os seus cabelos, puxando ao de leve de desejo intenso. As suas mãos deslizavam fortes pelas minhas costas, o toque… ai, o toque na minha pele… e o cheiro dos seus cabelos… fez-me uma festa no rosto e olhei no fundo dos seus olhos e ouvi…

Maria: Jiminy, queres vir jantar, ou adormeceste?
Eu: Eh pá, tens um sentido de oportunidade incrível!!! Não me podias ter deixado apalpar o moço? Bah!!!!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Há dias que...


A malta hoje teria de sair cedo, era obrigatório. Abre os “zoios” como o comum dos mortais (que acordam com as galinhas) e tenta, tenta e tenta… acordar. Para quem não me conhece, a malta quando abre os “zoios”, demora a que o pipinho e o resto do corpo funcionem. O relógio biológico da malta só arranca lá pelas onze da matina e atinge o seu auge lá pelas duas da manhã.

Depois de muito negociar com o meu íntimo, lá tentei sair da cama, arrastei-me até ao duche, olhei no espelho e sorri porque estava incrivelmente linda (eu adoro dar uns kisses matinais no meu ego, mesmo quando o olhar ao espelho seja de olhos semicerrados e de cabelo em pé). Sair do duche, tomar o piqueno, sentar a fumar um cigarrão e um coffee e constatar que estava incrivelmente atrasada (não sei porque me levanto como o comum dos mortais e chego a horas indecentes ao bunker).

Saio de casa a correr, dirijo-me para o carro e…. “Bogas? Onde está o Bogas?, e nada de Bogas!!! Roubaram-me o Bogas!!!!! Eh pa! O dia não está a começar bem. Perguntei ao moço da “ficina” pelo Bogas e o moço respondeu “não lo vilio”. Ai o catano!!!! depois de 10 minutos a olhar para o local do crime, lá se fez luz no pipinho e a malta lembrou-se que tinha colocado o bogas numa rua mais abaixo. Ufa!

Entrei no Bogas…

Intimo do eu: Jiminy tu andas a precisar de "beckar" às ampolas!
Eu: Eh pa! Nunca te aconteceu?
Intimo do Eu: Não vês que sim!!!!!

Entro no metro a correr e tenho de mudar de linha para poder ir para o Bunker. Oiço o metro chegar a estação, corro desalmadamente, subo pelas escadas rolantes e entro no metro com um sorriso de orelha a orelha por o ter conseguido. Sento-me, pego no livrinho e começo a ler, eis quando senão a menina diz… Mind the Gap (eh pa! Não era aqui) Próxima paragem “tal”…

Intimo do Eu: Jiminy tu estas parva? Vais apanhar o metro da outra linha?
Eu: Eh pa! Nunca te aconteceu?
Intimo do Eu: Não vês que sim!!!!!!!!!!!

E nestas andanças lá chego ao bunker, trabalho as horitas de sempre e de volta a casa lembrei-me “eh pá! Tenho um café hoje com o alto loiro lindio”

SMS do eu: “alto, loiro e lindio let’s coffee?”
SMS do alto loiro e lindio “terrible sorry can´t make it for today”

Ok, de volta a casa e de rastos, cansada e dormente, constato que tenho um furo (no bogas, claro) e penso...

Intimo do Eu: Vais mudar o pneu?
Eu: Eh pa! não me apetece!!!
Intimo do eu: Vamos para casa?
Eu: Bora-Bora!


E lá fui a pé para casa… esperar que a Maria tenha um bom jantar e deitar cedo e descansar. Amanhã penso no pneu e sinceramente em retomar as ampolas porque o picozinho do tio alzheimer anda do pior!

terça-feira, 3 de junho de 2008

O bunker!

(Foto: Bruno Santos)

Beim, hoje estou lixada com um grande “f”. A real big “F”.

Como todos sabem a malta trabalha no bunker na especialidade dos riscos e vistinhos. Ok, até aqui nada de novo. Somos uma equipa de três (eu, a colega loira e a colega morena) Todas com curso superior em vistos e risquinhos. Habilitadas com o maior grau de sabedoria nesta área, por tal fomos a equipa escolhida.

Para melhor explicar existe um prazo de finalização do trabalho dos vistos e risquinhos. Todas nós o sabíamos à partida. Eis quando senão o “Papa” (big boss da coisa) mais ou menos há um mês colocou à equipa (que faz um trabalho importantíssimo) umas folhas pautadas com horário e controle de vistos e risquinhos.

E a malta pensou… eh lá! Estes gajos querem controlar o horário à malta? Ou a production? Claro que soubemos (por baixo do pano, típico nas empresas portuguesas) que era apenas para nos controlar “PORQUE NÃO ERAMOS PRODUTIVAS”

Como Empresa Portuguesa que se preze, as chefias não dividem com a equipa, prazos, objectivos nem muito menos estratégias (como diria um amigo meu engenheiro, não se diz ao gaijo que dobra o ferro o cerne da obra, ele só o dobra ferro e ponto). Ora, a malta sabia que era o pessoal que dobra o ferro lá da obra e nunca ligou muito, mas odeio que me passem um atestado de “burrez” e que mandem recados e que me tomem por parva. Muito menos em trabalhos de MERDA, onde qualquer miúdo de 6 anos faria o mesmo que nós fazemos.

A malta pega nas folhinhas chega a casa, folha de Excel e siga para bingo. Fez uma pequena soma de vistos e risquinhos, achou uma média semanal, transpôs para mensal e verificou que o trabalho acabaria ao fim de um mês. Ou seja hoje.

Comunicou à colega loira e colega morena que ou eu não me chamo Jiminy “danger” Cricket como não estoirávamos com o trabalho até ao dia de hoje e esse foi o nosso objectivo conjunto. Ou seja, não produzimos mas vamos ficar um mês a contar moscas, pois o prazo final do trabalho é mesmo de hoje a um mês.

Isto para vos contar que hoje o trabalho estoirou às 4 da tarde. Faltava 2 horas para o pessoal sair “e agora?”, o Papa estava fora. A malta dirige-se à pessoa logo abaixo do Papa, o Cardeal lá do sítio, e comunica o acontecido. Questiona se a equipa pode passar à fase seguinte e numerar as folhas que já contêm vistos e risquisnhos. Eis a resposta:

Cardeal: Melhor não!!! pode ser confuso!!! (completamente em estado de choque) e continua... É melhor não fazerem nada e amanhã terão nova função!

Confusoooooooooooooo???? Oh Catano!!!! Confuso dar números a paginas A4? Ok, eu devo ser mesmo muito burra, quem fez uma licenciatura em vistos e risquinhos terá de ter também uma licenciatura em numeração de paginas????… Gaita! Lá temos de ir as 3 para a faculdade outra vez!!!!! E sim, realmente é preferivel ter 3 pessoas sem produzir do que colocá-las a numerar páginas. Não sei, pode ser confuso!

Beim, nem quero imaginar se pergunto àquela gente se podemos mandar e-mails? Perguntam-me pelo Doutoramento!!! Só pode!!!!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

conversas de...


Quando a malta vai nos transportes públicos, mais propriamente, metro, a malta quer é paz e sossego e que ninguém a chateie. Adoro os meus momentos metro. São aqueles onde tenho tempo para pensar na vida, para pensar em mim ou pura e simplesmente para poder fechar os "zoios" e relaxar.

Hoje, a malta entrou no belo do metro e não tinha lugar sentada, o que obrigava a fazer o caminho encostada, algures aos trambolhões, e nem fechar os "zoios" seria permitido.

Na paragem seguinte entra um casal, olhei para a miúda e achei a cara conhecida. Tentei identificar de onde, mas não chegava lá. O moço com aspecto descuidado (demais) barba por fazer, calças a cair, cabelo despenteado, encosta-se ao meu lado. Ok, a moça ficou a uns míseros centímetros da minha cara e conforme ela se ia aproximando eu ia descortinando de onde a conhecida…. Ahhhh é a miuda tal do sitio tal.

Ela: Olá, está tudo bem
Eu: Tudo e tu?
Ela: também

Situação estranha, pois a miúda continuava a olhar para mim e cada vez que falava o tom de voz era tão baixo (a miúda parecia que falava de pantufas) que eu mal percebia o que ela dizia, e pensava… isto vai ser lindio!!! E agora? Falamos de quê?

Ela: então e o que estás a fazer?
Eu: estou no edifício tal as segundas, no tal as quintas, no resto da semana no bunker e às vezes conto moscas em Madagáscar aos fins-de-semana, e tu?
Ela: Eu fui fazer a especialização a Paris, mais uns trabalhos de investigação e mais… bla, bla, bla (difícil de traduzir de tão baixo que a moça falava)

E só pensava… oh catano! Conversa do caraças, e agora? Eu não conheço a miúda a ponto de manter uma conversa por muito mais tempo… E só me lembrava do início e do fim do show da Sarah Silverman.

Ela: e tu? trabalhos de investigação?
Eu: Não tenho tempo para eles (aqui o tempo além de disponibilidade é dinheiro)
Ela: pois!

E eu pensava… jiminy sais na próxima paragem e acabas com esta gaita, odeio conversa do raminho de salsa. Eh pa! Mas estás tão atrasada para o Bunker, sair e apanhar outro metro implica um atraso maior, só faltam 4 paragens.

Ela: e trabalhos a nível de informação à população, tens feito?
Eu: tenho. (e? não me apetece falar mais!!!! Quando é que ela percebe????)
Ela: Mas recebes por isso?
Eu: Não.
Ela: Pois, também me cansei de voluntariados.

E eu a pensar… Pois é algo que acontece quando a malta tem de pagar contas!!!! Esquece logo o voluntariado!!! O erro é que quando tu (e miúdas como tu) não tinhas contas para pagar estragaste o mercado a fazer anos de voluntariado o que levou a população a pensar que o trabalho que fazemos não tem importância nenhuma e até nem é preciso cobrar. E hoje nem me perguntam os honorários para informar os ditos… Mas pelos vistos a miúda aprendeu… e sem pensar mais, despedi-me e disse:

Eu: a próxima paragem é minha, gostei de te ver
Ela: eu também.

Claro que ainda faltavam duas paragens, estava atrasada, mas que se lixe, conversa de ir ao pescoço (em francês) nunca fez o meu género.

Porque será que o tempo tem formas diferentes? Aquela viagem é rápida e naquele momento parecia que estava a fazer um voo de 12 horas para algures (sem poder fumar, claro) e o avião nunca mais aterrava.

domingo, 1 de junho de 2008

Não vou...


O fim-de-semana está a terminar e a malta lá regressa de rastos e com um sorrisinho de paz nos lábios.


As babes tiraram o fim-de-semana juntas mais os amigos. Ai e tal vamos até ali depois de acolá. E lá fomos.


Muito campo, muita praia e muito descanso para nós… difícil acompanhar a Miss Daisy nestas aventuras. A moça acorda e está sempre pronta para fazer coisas. Ela é tomar um piqueno divinal, ela é correr, ela é saltar, ela é jogar “raquetis”… uma aventura deliciosa de ver e por vezes acompanhar.


Beim, na first night fomos fazer o reconhecimento do place. Esplaneiting na praça ao som da Amy Casa dos Vinhos completamente cheia de tanto queimar ervas aromáticas (e não só) e só pensávamos "taditos dos que a foram ver" a malta está a "ouvili-a" ao som de várias rodadas de Tinis a 80 cts e a jogar a bela da sueca na esplaneiting onde o Dui dava instruções à malta, que não percebia um boi da coisa… lindio!!! (a malta e o amigo low-profile lá empatou a coisa, mas defendeu-se bem)


Seguidos de muita praia, muito vento, muito sol e muitos putos (com uma praia enorme) lá conseguiram acordar a malta que roncava e salivava ao som do mar… eh pa! Estas tias que largam os putos na praia e vão para a esplaneiting são do melhor. Jantar divinal e siga to look at a trailer entre "Mines" e Favaios.


Mais praia, mais praia e mais praia e cá está a malta de volta a casa, qual camarão frito de tão queimadinha… Mas que valeu o descanso, valeu!!! e ainda bem que NÃO FUI ;)

Sunday Flowers